Não é cuspir no prato que comi nos últimos 30 meses maaaaaaaaaas... agora que já achei o outro apê e tenho contato com outro prédio, com suas regras e funcionários, me veio a dimensão do quanto o Copan é difícil. Talvez eu
não pudesse perceber antes, mas agora que já estou com um pé fora, vem toda aquela indignação.
O prédio é lindo, a vista (de quem mora pra Ipiranga) é impressionante, e os 220m² vão deixar saudades.
A LeiMas isso de ser uma cidade de 3.500 ou 5.000 pessoas governada pelo prefeito que era do SNI (coisa que até o Jô desconversou na entrevista), complica muita coisa. Não sei se poderia ser de outro jeito, porque esse prefeito ao longo dos 10 anos de reeleições recuperou o Copan, que estava entregue ao sexo, drogas e ao crentes que compraram o falecido Cine Copan. Diz que o prédio era um caos. Agora temos ordem mas a burrocracia
pesa. É como morar num prédio comercial: horas, multas, regras, tudo muito pouco flexível e as vezes inexplicável. E os funcionários fazem o que chefe manda, qual outra alternativa?
Para nossa segurança, instalaram câmeras por todos os lados. E haverão outras. Daí alguém que trabalha no prédio comenta que há policiais à paisana por ali.... Bacana... Um alívio.
O SomMas o ranço da ditadura pode contra muitas coisas, algumas injustas, mas não pode contra o Love Story. Depois que o dono, que é diplomata, comprou 2 apartamentos grandes (ou seja, muitos metros quadrados de voto nas assembléias) o prédio o deixou em paz. Não é o som da casa em si, mas dos freqüentadores ou dos visitantes da porta. Porque se chegasse e entrasse tava tudo lindo. O pobrema é a testosterona escorrendo pelos escapamentos, subwoofers, buzinas de ar...
A prostituição é uma realidade, espero que cada vez melhor pras profissionais. Mas a ignorância dos clientes é um mal. Na verdade sou contra a putaria na rua. Não sei o tipo de transe que leva fulano a
sair zuando de noite como se a cidade fosse a casa dele. O Serra podia arrecadar né? Fazendo valer a lei que não pegou sobre decibéis de sons e motores. Podia né, já que ele gosta tanto de multas.