weapon of choice
Sábado teve show do CSS, no ex-Superclub e ex mil outros lugares que atualmente atende pelo nome bizarro de Casa Belfiore. Gosto de lá, é amplo e meio fora de mão, então algum conforto é garantido, acima da média dos lugares. Acho que a última vez que fui lá tinha sido em 2004, numa festa de breakcore, mashup, coisa complicada...
Revi pessoas queridas que nunca mais tinha visto depois de sumir em meados de... 2004! Foi um ano muito difícil mesmo, uma instrospecção sofrida e absurda quase incomparável. Depois me internei no trabalho mais careta da minha vida e aí que sumi mesmo, em janeiro de 2005.
Mas encontrei uma pessoa com quem cultivo uma relação incômoda, por hobby. Nos conhecemos numa festa, em... er.... 2001? Pode ser. E aquela animação, descontração, instantâneo e inteeeeeeeeeeenso. E acabei de lembrar que tem fotos terríveis e não tenho nenhuma delas, e acho ótimo. Sei que depois da festa passamos a nos encontrar nos lugares, ou a nos reconhecer neles, porque são muito poucos mesmo. E a coisa não atou nem desatou, era descartável mesmo. De cima desse muro de indecisão incômoda, a pessoa faz questão de cumprimentar e fazer uma cara simpática como se eu tivesse sido eleito para um cargo vitalício. É visível o nervosismo e eu confesso que adoro. Não tenho absolutamente nenhuma expectativa, mas mantenho minha condenação irrevogável: vai ter que me dar o mesmo oi estéril e improdutivo pra sempre. A falsa espontaneidade é bem pior que a legítima timidez.
