kaspar hauser e yo la tengo
Lá pelo meio do ginásio o professor de história contou o fundo de verdade em Mogli e Tarzan. Crianças perdidas na mata que adotadas por bichos, viravam bichos. Algo perto do grande hit do Augusto dos Anjos, que era quase uma oração da minha adolescência cercada de sandmans, nietzsches, e uma angústia eterna que só terminaria quando os hormônios todos quase terminaram comigo.
O homem que nesta terra miserável vive, entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera.
Vírgulas por minha conta. Depois assisti Kaspar Hauser, que é verídico, e li sobre vários humanos extraviados na selva, ou seqüestrados por terroristas, exilados por governos...
Melhor não chegar onde quero. Melhor perder o fio da meada e brincar com o novelo como filhote de bicho. A pergunta é: o quanto Midas somos? O quanto a nossa capacidade de adaptação vai contra o instinto de preservação?
Menino lobo, homo homini lupus. E a sociedade sem a qual não vivemos e com a qual adoecemos, principalmente nas maravilhosas e insubstituíveis metrópoles.
Ah... e Stockholm Syndrome. Música que proibí faz tempo, de tanto gostar.
