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"um dia a massa ainda comerá do meu fino biscoito" - f. pessoa

28.2.08

A dura poesia concreta

Eu sou de longos ensaios, por conta de um perfeccionismo que não assumo para mim mesmo por pudor inconsciente em parecer arrogante. Porque por perfeccionista entendemos o que faz perfeito, e esquecemos que perfeição é inatingível... logo... perfeccionista é o que tenta atingir o alvo bem no meio. Quantos conseguem?

Enfim... ontem quando vinha pro curso na Paulista, (cujo valor maior é me tirar por uma semana do trabalho) reparei mais uma vez como são poucas as bicicletas, muitos e infelizes os carros, infinitos e oprimidos pedestres. Depois que roubaram a última bike quase não tinha usado essa novinha em folha, meu auto-presente de natal. Incrível como arrumamos desculpa para manter um conforto. Então era o pneu vazio, sair encima da hora, esquecer alguma coisa indispensável... mil desculpas. E já que nada é perfeito, tudo é criticável, tudo pode ser impossível... rs... Até que vejo uma modelo passando linda e rápida com sua magrela, e senti aquele se ela pode, eu posso. Até cortei o cabelo.

Eu pude hoje. Pude chegar em metade do tempo, sem prestar atenção no calçamento absurdo, protegido de pedestres-formigas, conversas de taxista, e principalmente de todos os tipos de miseráveis. Sou menos miserável, oprimido, formiga.

O melhor: a volta é descida =)
Acho até que vou almoçar em casa, só pra fazer tudo outra vez.

E já que estou mais saidinho, o blog também será. Nem lembro mais porque ele era tão secreto.