Aproveitando essa temporada freudiana de buscar lá atrás as pedras que ainda hoje estão no caminho – e não são calçamento – lá vou eu e minha cultura de almanaque empilhar palavras de um jeito que me façam sentido. Tempos introspectivos, vertiginosos, irritantemente pleonásticos.
De um lado a segurança de já ter visto o filme, do outro o tédio natural das repetições, e no meio minha ânsia de novidade. Então é fato que exista uma similaridade grotesca em tudo, pois somos humanos e limitados. E isso é bom, disso dependem os clássicos da literatura, os mitos que substituímos pela tv, e os autores de auto-ajuda. Enfadonhamente iguais. A ruminância que estimula a paz bovina necessária ao bom brasileiro.
Meu pai sempre foi um demagogo. Viciado em atenção e retórica, auto-coroado rei pelo novo riquismo
duramente galgado nas tetas gordas do milagre econômico. Esse ator canastrão, experiente e cheio de bordões, tinha vários jeitos de dizer
não sem dizê-lo. Não por pedagogia, por demagogia.
Para sua comodidade e segurança. Mais Pinochet que Piaget, dissimulado até que a morte o separe do personagem dele mesmo.
Incrível como depois de falar dele todo assunto e disposição morre em mim. Ia falar tanta coisa.... amargor